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o que é e como aplicá-lo na prática em sua empresa

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Crescer, crescer, crescer! Essa é a obsessão da maioria das empresas, especialmente aquelas que estão iniciando suas operações. Como, então, potencializar esse crescimento? É para isso que serve o growth hacking.

Expressão que se popularizou nos últimos anos, o growth hacking vem se mostrando uma solução poderosa para fazer negócios crescerem.

Trata-se de uma nova forma de pensar o Marketing Digital que coloca as empresas no caminho dos seus objetivos, de maneira mais rápida e com o menor uso possível de recursos.

Neste artigo, mostramos que growth hacking é muito mais que uma expressão da moda. Você vai conhecer:

Quer saber tudo sobre growth hacking? Então, fique conosco até o final!

 

O que é growth hacking

Growth hacking é uma nova forma de adotar estratégias visando o crescimento significativo e acelerado do negócio a partir da identificação dos seus pontos críticos. 

Essas estratégias envolvem a realização de experimentos. As equipes elaboram hipóteses, verificam sua validade, fazem testes e, assim, descobrem brechas ou oportunidades que façam o negócio crescer de forma mais inteligente e acelerada.

É por isso que o growth hacking é conceituado como o marketing orientado a experimentos por Sean Ellis, profissional que cunhou a expressão e utilizou essa estratégia para acelerar startups que se tornaram gigantes, como Dropbox e Eventbrite.

Os pontos críticos de uma empresa, que orientam o growth hacking, são identificados pelos KPIs que medem seu sucesso, como tráfego, leads e vendas.

Se o ponto crítico é o tráfego, por exemplo, então o growth hacking transforma esse KPI em experimentos que tenham potencial de atrair mais visitantes para o site com mais eficiência.

A definição dos KPIs depende do que cada empresa entende por sucesso. Para uma loja virtual, por exemplo, o principal KPI provavelmente é o número de vendas (que pode ser desmembrado em outros KPIs).

Já para um site que é monetizado com anúncios, o que mais importa é o tráfego. Então, é preciso planejamento para defini-los.

Mas, depois de ler isso, talvez você pense: qual é a diferença do growth hacking para outras técnicas de marketing que também visam o crescimento?

Primeiramente, perceba que nem toda técnica mira nos KPIs — muitas empresas perdem tempo e dinheiro com estratégias que não contribuem para os seus objetivos. O growth hacking, por outro lado, sempre mira nos objetivos.

Mas o grande diferencial está na obsessão em fazer tudo isso da forma mais rápida e menos custosa possível com o método dos experimentos, que validam as hipóteses. O growth hacking quer descobrir portas para crescer com menos custos e mais rapidez.

Para isso, não adianta pensar que hacks são mágicas! É preciso investir em ferramentas que permitam realizar os experimentos e automações e montar times que estejam aptos a encontrar as melhores soluções.

Então, o que você precisa para fazer growth hacking? Podemos resumir assim as partes fundamentais desse processo:

  • Objetivo: definir claramente qual é o objetivo do growth hacking.
  • Hipótese: elaborar hipóteses a partir de know-how e intuição dos profissionais.
  • Experimentos: realizar testes que comprovem a eficiência da hipótese. 
  • Ferramentas: utilizar ferramentas de teste, analytics e automação.

Agora, vamos entender melhor quem é e o que faz o profissional responsável por essa área nas empresas.

 

O que faz um growth hacker

A palavra “hack”, na expressão growth hacking, pode causar confusão. Muita gente associa esse tipo de estratégia com a prática dos hackers, que procuram falhas de segurança nos sistemas.

Por isso, não são poucas pessoas que pensam que growth hacking é antiético e ilegal (embora nem todo hacker seja antiético e ilegal, ok?). Não tem nada disso, embora essa ligação ajude a explicar o que o growth hacker faz.

Da mesma maneira que um hacker é conhecido por encontrar e explorar falhas de segurança, o growth hacker é o profissional que encontra “passagens abertas” para crescer rapidamente os resultados de um negócio.

Seu objetivo também é descobrir brechas, mas que propiciem um crescimento inteligente e acelerado para a empresa. Tudo dentro da lei e da ética!

A relação com hackers também dá a entender que growth hacking é pura tecnologia, programação e matemática. A prática costuma envolver essas áreas, porque geralmente elas proporcionam soluções mais rápidas e eficientes. Mas o conceito é muito mais amplo e envolve estratégias de negócio.

Portanto, o growth hacker não precisa ser um profissional de TI ou programação, embora esse conhecimento ajude a se alinhar com programadores que compõem o time.

Geralmente, o growth hacker é um profissional de marketing, que já tem uma visão voltada para o crescimento do negócio. Mas quem entra nessa área não deve pensar apenas em vender ou faturar, e sim cuidar do objetivo da empresa e da eficiência — mais rápido e mais barato — para alcançá-lo. 

O growth hacker geralmente tem um perfil criativo e explorador, para encontrar possibilidades de crescimento e propor novas hipóteses, mas também ágil e analítico, para testar e comprovar a sua eficiência rapidamente por meio de dados.

Além do conhecimento técnico e conceitual de marketing, o growth hacker precisa entender muito bem de:

  • processos;
  • metodologia de experimentos;
  • tecnologia e desenvolvimento;
  • análise de dados;
  • comportamento do consumidor.

Saber como as pessoas pensam ao longo da jornada de compra, como reagem e pelo que são motivadas é algo essencial para um growth hacker. Entendendo isso, o profissional recorre aos seus conhecimentos de marketing para encontrar possíveis gatilhos de crescimento e, com método, faz experimentos para comprovar suas hipóteses.

Se comprovadas, elas se tornam processos, repetíveis e escaláveis, de forma que a empresa não gaste tanto tempo e dinheiro naquela tarefa.

Para realizar tudo isso, muitas empresas não apenas contratam ou capacitam growth hackers, mas também montam growth teams.

Os times podem ser compostos pelos seguintes cargos:

  • Growth master, que é o gestor do time e toma as decisões finais;
  • Growth marketers (especialistas em SEO, social media, e-mail marketing etc.), que propõem e implementam experimentos de olho nos KPIs;
  • Growth analysts, que nutrem o time com a análise de dados de desempenho dos experimentos e das estratégias implementadas;
  • Designers, programadores e engenheiros, que desenvolvem produtos, ferramentas e softwares a partir dos experimentos.

Com essa combinação de conhecimentos, é possível cobrir todas as pontas do processo de growth hacking.

Embora muitas empresas tenham um growth hacker ou times de growth hacking, geralmente dentro da área de marketing, o growth hacking é mais uma forma de pensar do que uma posição formal.

Qualquer profissional pode e deve adotar esse comportamento explorador, criativo, em busca de oportunidades de crescimento e com foco em resultados.

Isso pode ser uma realidade no marketing, mas também em vendas, na controladoria e em qualquer outra área da empresa em que existam potenciais gatilhos de crescimento.

 

Por que fazer growth hacking

As velhas fórmulas do marketing estão sendo questionadas. Antes, você entrava em contato com os veículos de comunicação tradicional (rádio e TV, por exemplo), analisava os custos da publicidade e a afinidade do veículo com seu público, negociava valores e contratava o espaço.

Mas quem garantia que o seu anúncio atingiria o número de pessoas que você queria? Ou que você teria o retorno esperado para o seu investimento?

A compra de publicidade era feita assim, sem qualquer garantia — o que podia sair muito caro, especialmente para marcas com orçamentos enxutos.

Os questionamentos também começaram a partir do público. A publicidade tradicional precisa se desdobrar para convencer as pessoas, que não aceitam mais o que as marcas dizem como verdade absoluta, levam suas críticas para a internet e podem botar todo o investimento a perder.

Por isso, investir na publicidade tradicional se tornou inviável para muitas empresas, por causa do custo e da rejeição do público. Então, as marcas buscaram novas formas de ter resultados com o marketing. E é por isso que o growth hacking ganhou tanta força.

O growth hacking se apresenta como uma solução mais segura para as empresas, já que pressupõe a realização de experimentos e a análise de dados antes de aplicar estratégias.

Elas só são adotadas se os experimentos comprovarem a sua eficiência, ou seja, quando apresentarem soluções mais rápidas e baratas que o marketing tradicional.

A missão do growth hacking é tornar os negócios escaláveis, repetíveis e sustentáveis. Se você está investindo em estratégias sem retorno garantido, que não são transformadas em processos, que exigem muitas ações manuais e demandam muito tempo e recursos, então a sua empresa não está fazendo growth hacking.

O growth hacker olha para alguma atividade do negócio e se pergunta: como fazer isso em escala, com processos repetíveis e de maneira que a empresa não gaste tanto tempo e dinheiro? É a partir desse questionamento que ele busca as oportunidades de crescimento.

Essa descrição do growth hacking explica por que essa estratégia tem grande adesão das startups.

Elas podem usar a técnica para fazer o negócio crescer rapidamente e com poucos recursos no momento de tração e comprovar, a potenciais sócios e investidores, sua capacidade de gerar impacto no mercado.

Assim, o growth hacking contribui para que as startups sejam escaláveis, tenham processos repetíveis e se tornem sustentáveis.

Grandes empresas também podem adotar o growth hacking para cumprir determinados objetivos, como potencializar o crescimento ou lançar novos produtos ou serviços.

Muitas vezes, o growth hacking serve para mostrar se um novo produto é sustentável, de rápido crescimento e se a empresa está no caminho certo, antes de começar a investir pesado em publicidade.

Porém, esse tipo de empresa geralmente não tem a estrutura interna que propicia os resultados do growth hacking. Então, elas precisam mudar sua cultura organizacional e aproximar-se do ambiente das startups — muito mais flexível, menos hierarquizado e menos burocrático.

O growth hacking demanda uma cultura de experimentos, que incentive o risco e aceite o erro.

Afinal, é isto que esse profissional faz: ele assume uma hipótese que pode dar errado, mas que, se for verificada e der certo, pode alavancar os resultados.

Isso não quer dizer que a técnica seja um “tiro no escuro”, porque os experimentos só se tornam processos depois de serem testados e validados.

Além disso, também é importante que o time e os profissionais tenham autonomia para tomar decisões. Se precisar passar por toda a hierarquia para aprovar uma ferramenta, um experimento que poderia durar apenas uma semana levaria meses para ser aplicado. Assim, o processo perde agilidade e não cumpre sua função.

É por isso que geralmente o growth hacking tem mais eficiência em startups e pequenos negócios, muitas vezes da área de tecnologia ou digital.

 

As 4 fases do growth hacking

Growth hacking é processo. Não adianta começar a fazer experimentos sem método e aplicar técnicas sem um propósito.

Por isso, vamos apresentar agora as fases desse processo para que você colha resultados mais rápidos e econômicos com o growth hacking. Saiba quais são elas!

1. Product-Market Fit

Crie produtos que as pessoas queiram usar: essa é a base do marketing, da criação de startups e, é claro, do growth hacking.

Nesta primeira etapa, o que você precisa fazer é pensar no alinhamento entre produto e mercado. O Product-Market Fit se refere à criação de um produto desejado pelo mercado e capaz de satisfazer sua necessidade.

Muitas vezes, é essa etapa que explica o fracasso de muitos produtos, que escolhem o mercado errado ou são criados sem mirar nas necessidades do público.

Então, para cumprir essa etapa, é preciso entender as pessoas, as suas necessidades e desejos, suas motivações, sua jornada de compra, para então desenvolver produtos que elas queiram ou precisem usar.

E não estamos falando necessariamente da criação de um produto totalmente disruptivo. Muitas vezes, uma pequena alteração no que a sua empresa já vende ou no processo que já utiliza pode servir para atender as necessidades do mercado e trazer resultados incríveis.

Uma técnica usada para verificar se o seu produto está alinhado ao mercado é a Regra dos 40%, criada por Sean Ellis.

Essa técnica verifica, por meio de um questionário, como os seus clientes se sentiriam caso o seu produto deixasse de existir.

Se mais de 40% responderem que ficariam “muito desapontados” (em vez de “indiferentes” ou “pouco desapontados”), então você tem Product-Market Fit.

2. Growth Hacks

A segunda etapa consiste na aplicação de growth hacks. É aqui que o time formula hipóteses, os experimentos começam a ganhar vida e os primeiros usuários começam a chegar. A intenção é identificar quais mudanças podem gerar resultados mais rápidos e baratos.

Para isso, os growth hackers devem olhar para o produto e, com base em seu know-how e sua intuição, encontrar vulnerabilidades e oportunidades de crescimento.

É assim que se formulam as hipóteses: “o que aconteceria se fizéssemos de outra forma? E se adicionássemos um elemento ao produto? E se usássemos determinada ferramenta no processo?”.

Um bom exemplo foi a estratégia adotada pelo Quora, um site especializado em perguntas e respostas. Eles precisavam potencializar a aquisição de usuários para alavancar a plataforma com respostas nas quais as pessoas confiassem.

Então, a empresa se perguntou: “e se convidássemos profissionais reconhecidos, influentes e com autoridade para a plataforma?”. 

Então, a empresa direcionou seus esforços de marketing para esse tipo de usuário. Assim, o Quora alavancou a aquisição de usuários para a plataforma, que se tornou uma reconhecida fonte de conhecimento.

3. Escala e viralização

Growth hacking é uma estratégia de crescimento que procura usar o mínimo de recursos possível.

Então, o caminho ideal para isso é fazer com que os seus próprios consumidores se tornem propagadores do seu produto — e recebam algum benefício por isso.

Talvez esse estágio seja o mais difícil. Nem toda solução consegue viralizar, mas o sucesso sempre vai depender do poder do boca a boca. O que você pode fazer é dar um “empurrãozinho” para que isso aconteça.

Um bom exemplo é o Candy Crush, famoso jogo de puzzle que viralizou no Facebook. O jogo potencializou a aquisição de usuários quando definiu que eles ganhariam mais vidas à medida que convidassem mais pessoas para jogar.

Assim, não havia necessidade de investir em anúncios ou marketing tradicional — os próprios usuários fariam o trabalho de divulgação.

exemplo candy crush

Outro exemplo é o Hotmail. Nos seus primeiros anos, uma mensagem no e-mail fez toda a diferença.

A frase “PS I Love You. Get Your Free Email at Hotmail” foi colocada no rodapé dos e-mails e aumentou significativamente a base de usuários. Em seis meses, foram mais de um milhão de usuários cadastrados. Em um ano, 10 milhões.

É nessa fase do experimento, portanto, que ele mostra seu potencial de escalabilidade. Depois de rodar um experimento, conquistar os primeiros usuários e ter resultados, é preciso fazê-lo escalar. Com uma base expandida de usuários, você começa também a entender melhor seu público.

E quando falamos em ganhar escala, estamos falando de automatizar ações. Um processo escalável não pode ser manual.

4. Otimização e retenção

Por fim, você precisa otimizar a solução para melhorar a usabilidade e satisfazer os usuários. O objetivo agora é reter os consumidores que você conquistou para consolidar a base de clientes.

Se isso acontecer, o experimento está finalizado e aprovado. A partir daí, ele pode se tornar um processo na empresa.

Aqui, testes, feedbacks e análise de dados cumprem uma função essencial. Você deve verificar as métricas — de olho nos KPIs, que explicamos antes — para saber como os consumidores estão usando seu produto, se eles estão voltando para usá-lo e, se não estiverem, por que isso está ocorrendo.

Então, com essas informações, otimize continuamente a sua solução para atender as necessidades dos usuários.

Growth hacking não significa lançar uma ideia, aprová-la e finalizar o trabalho. O processo é de melhoria contínua e exige que você otimize a ideia de tempos em tempos para sempre melhorar a experiência do usuário.

Além disso, um experimento finalizado abre portas para outros. O time não pode ficar parado, pois sempre há algum problema esperando por novas ideias para solucioná-lo.

 

Principais estratégias de growth hacking

A aplicação de estratégias de growth hacking depende da definição de KPIs, que podem variar de negócio para negócio. Portanto, elas devem ser pensadas especificamente para cada empresa.

Mas existem estratégias que costumam funcionar para todo tipo de empresa com resultados expressivos. Confira agora quais são as principais estratégias que recomendamos e pense se elas atendem ao que a sua empresa precisa.

Marketing de referência

Foi com essa estratégia que empresas como Paypal, Dropbox e Uber se consolidaram. E essa é uma das principais estratégias de viralização no processo de growth hacking.

Marketing de referência consiste em transformar seus clientes em promotores da marca. Geralmente, o sistema funciona assim: o usuário indica uma pessoa para ser cliente e recebe uma recompensa por isso (muitas vezes, a pessoa indicada também recebe).

O case do Paypal foi pioneiro nisso: em 1999, o sistema de pagamentos online ganhou 100 mil usuários no primeiro mês de operação, simplesmente pagando U$ 20 por indicação.

Assim, o marketing incentiva a divulgação boca a boca, que é essencial para reduzir o custo de aquisição de clientes, alavancar a base de usuários e potencializar o crescimento da empresa.

O marketing de referência relaciona-se também com o marketing de fidelização. Afinal, clientes fiéis tendem a recomendar ainda mais o seu produto ou serviço para conhecidos. Então, você pode combinar essa estratégia com programas de fidelidade também.

Marketing de Conteúdo

Marketing de Conteúdo é uma das principais estratégias de crescimento de tráfego. Se você tiver um blog com posts relevantes sobre sua área de atuação, certamente vai receber mais visitantes de forma orgânica e escalável. Porém, apenas o blog não é suficiente para um crescimento rápido e expressivo.

Se você quer acelerar a aquisição de tráfego do seu blog, é importante adotar outras estratégias de Marketing de Conteúdo.

Primeiramente, você deve otimizar as publicações com SEO. Ao aplicar técnicas de SEO on page e conseguir backlinks para as suas páginas, o blog cresce mais rapidamente. Comece essas otimizações com os posts que já fazem sucesso e tendem a ter um crescimento exponencial.

Adotar uma estratégia de guest posts em blogs parceiros também é uma forma de aumentar a audiência do seu blog com mais força, em vez de apenas esperar que os visitantes cheguem espontaneamente.

Já se o seu objetivo é aumentar a aquisição de leads com o Marketing de Conteúdo, é necessário utilizar elementos de captura nas páginas do blog.

Inserir pop-ups, formulários, banners e CTAs ao longo das páginas para que o usuário preencha com seu e-mail é uma forma de crescer a sua base de contatos.

Aproveite para fazer isso também nas publicações que já performam melhor para acelerar o crescimento.

Princípio da escassez

Esse é um dos principais gatilhos mentais utilizados no growth hacking, porque consegue motivar as pessoas a comprarem logo o produto. Esse princípio se baseia na ideia de que tudo o que é escasso é mais valioso.

Quando um consumidor percebe que um produto está acabando ou é restrito a apenas algumas pessoas (ou é levado a acreditar nisso!), ele quer logo garantir o seu.

Então, o marketing aproveita esse gatilho em suas estratégias para acelerar a aquisição de clientes, sem gastar mais dinheiro com publicidade.

Foi com essa estratégia que o Nubank cresceu e passou a ser tão desejado. Inicialmente, o usuário só teria seu cartão se recebesse convite de um membro ou se ficasse em uma lista de espera que poderia durar meses.

Isso transmitia a sensação de que aquele produto era incrível! Não é por acaso que a fila de espera chegou a um milhão de usuários.

princípio da escassez do nubank

Você também pode usar esse princípio da escassez ao anunciar edições limitadas do seu produto ou descontos até determinado prazo. Faça testes e verifique o impacto dessas ações nos seus resultados.

Testes constantes

Cultura de experimentos demanda a execução de testes constantes. Os mais conhecidos são os Testes A/B, que consistem em rodar duas versões de um material (uma landing page ou um e-mail marketing, por exemplo), com apenas uma variável diferente entre elas, e verificar qual gera mais resultados.

Para isso, é essencial definir qual variável você quer avaliar e qual resultado você quer obter. Por exemplo, você pode verificar que determinado título de e-mail gera mais aberturas, mas menos conversões.

Se o seu objetivo é converter, então esse teste mostrou que o título não funciona para o que você quer. Como dissemos, growth hacking sempre mira nos objetivos.

Mas não são apenas testes A/B que você pode fazer. Qualquer tipo de experimento pode ser aplicado no growth hacking. A única exigência é que eles se baseiem em dados para embasar as decisões.

Você pode, por exemplo, rodar a versão de um software para um grupo seleto de clientes, verificar os resultados que isso gera e, então, tomar a decisão de inseri-la (ou não) no processo.

 

Cases de sucesso de growth hacking

Facebook

Facebook chegou recentemente à marca de 2,3 bilhões de usuários ativos e boa parte desse sucesso se deve à mentalidade de growth hacking que a empresa tem desde o seu primeiro dia.

Quando a criação de perfis foi liberada para todo mundo, não só para universitários, a aquisição de novos usuários passou a ser um grande desafio: como continuar interessante, se agora todo mundo podia ser convidado?

O primeiro hack do Facebook foi permitir que as pessoas adicionassem badges e widgets em seus sites (a evolução desses widgets é o atual Page Plugin). Com isso, as pessoas que acessavam o site eram convidadas a curtir a página daquele site no Facebook — e acabavam criando um perfil.

Outro growth hack do Facebook foi relativo à retenção de usuários.

Analisando o comportamento dos usuários que permaneciam ativos na rede social, os growth hackers do Facebook chegaram a uma métrica de ativação:

“Quem adiciona 7 amigos nos primeiros 10 dias tem chances muito maiores de se manter como usuário ativo.”

Pensando nisso, criaram várias funcionalidades para incentivar novos perfis a encontrar esses primeiros 7 amigos.

Uma delas acontece quando, ao criar seu perfil, você é incentivado a associar sua conta de e-mail. Com isso, o Facebook procura nos seus contatos sugestões de amizade para você.

Outra é a possibilidade de um amigo seu sugerir um outro amigo que seja conhecido de ambos mas você ainda não tenha adicionado. Essa funcionalidade aparece bastante para amigos de uma pessoa que acabou de criar sua conta e depois, com o tempo, tende a não aparecer mais.

LinkedIn

Uma das ações de growth hacking mais famosas do LinkedIn ajudou a empresa a crescer de 2 milhões para 200 milhões de usuários ativos.

A mudança implementada para isso foi a possibilidade de criar perfis públicos, visíveis para pessoas que não estavam no LinkedIn.

Parece contraditório, não? Se é possível visualizar um perfil sem criar uma conta, por que eu criaria uma conta?

O segredo foi que esses perfis eram totalmente otimizados para SEO. Quando alguém procurava o nome de outra pessoa no Google, um dos primeiros resultados que aparecia era o seu perfil do LinkedIn.

A mesma coisa acontecia com quem procurava nomes de empresas: lá estava a página, rankeada no Google.

Esse foi um grande gatilho de crescimento.

Obviamente, não foi uma tentativa que surgiu aleatoriamente. Lembra que o growth hacker precisa ter um bom conhecimento das pessoas e seus comportamentos?

É muito provável que os profissionals do LinkedIn tenham percebido a tendência das pessoas procurarem no Google quem são seus novos contatos profissionais e as empresas onde eles trabalham.

Ao perceber isso, o LinkedIn aproveitou para se posicionar como autoridade no resultado dessas buscas — afinal, visualizar o curriculum da pessoa é algo bem relevante quando você quer saber mais sobre ela!

Quora

O Quora é um site especializado em perguntas e respostas. Você pode criar seu perfil, fazer uma pergunta e esperar que pessoas do mundo inteiro respondam de acordo com seus conhecimentos.

Um dos maiores desafios do Quora era a aquisição de usuários. Como as pessoas poderiam confiar que encontrariam respostas de qualidade no site?

Para isso, a empresa direcionou seus esforços à aquisição de usuários de reconhecimento e autoridade em seus meios.

Quando as pessoas perceberam que poderiam fazer uma pergunta sobre tecnologia e startups, por exemplo, e ter respostas de pessoas influentes do meio — fundadores, diretores de Marketing etc. — o Quora começou a ser visto como uma excelente fonte de conhecimentos.

Detalhe: os dois fundadores do Quora são ex-funcionários do Facebook. Ou seja, a empresa já nasceu com uma forte cultura de growth hacking.

 

Ferramentas para fazer seu negócio crescer

Não existem ferramentas de growth hacking especificamente. Neste processo, você vai adotar ferramentas que talvez já esteja habituado a usar no marketing tradicional.

A diferença é a mentalidade que você vai aplicar ao utilizá-las.

As ferramentas que você vai utilizar dependem dos experimentos que você vai propor. Talvez você foque na área de SEO e precise de ferramentas de análise de palavras-chave e de concorrência, como Google Search Console, Keyword Explorer e SEMrush.

Se você focar na área de social media, ferramentas de gestão e automação, como a mLabs e a Hootsuite, podem ser úteis. Para e-mail marketing, ferramentas de disparos como MailChimp ou GetResponse.

Tudo vai depender da área do experimento que você vai realizar. Mas algumas ferramentas são inevitáveis: você vai precisar de ferramentas de testes e análise de dados, que são intrínsecos ao growth hacking.

Para realizar testes, o Google oferece uma ferramenta super útil: o Google Optimize. Ele permite otimizar qualquer elemento HTML de uma página, como blog posts, CTAs, landing pages, imagens e formulários.

Outra ferramenta interessante é o Optimizely, que permite fazer experimentos mais avançados em sites, mobile apps, TV apps e internet das coisas.

Além disso, muitas ferramentas de e-mail marketing, social media e automação, por exemplo, incluem Testes A/B em seus recursos nativos. Alguns exemplos de ferramentas que fazem isso são:

  • RD Station (automação);
  • LeadLovers (automação);
  • MailChimp (e-mail marketing);
  • GetResponse (e-mail marketing);
  • Unbounce (landing pages);
  • LeadPages (landing pages).

Para a análise de dados, você tem ótimas ferramentas gratuitas. Vamos ver agora uma lista das que são indispensáveis:

Talvez você pense que algumas dessas ferramentas são muito caras e prejudicam a ideia de conseguir resultados mais baratos com o growth hacking.

Nesse caso, você precisa avaliar o orçamento da sua empresa e o retorno previsto para saber o que vale a pena. Mas certamente vai ser mais barato que colocar uma publicidade na TV.

Agora você já sabe como funciona o growth hacking. Lembre-se de que não se trata de truque de mágica. O growth hacker é um profissional curioso, criativo e analítico, que quer encontrar as oportunidades que ninguém percebeu antes para acelerar o crescimento das empresas.

No lugar do marketing tradicional, growth hacking se preocupa com o alcance dos KPIs da maneira mais rápida e econômica possível por meio dessas brechas. Como dissemos, essa é a obsessão do growth hacker!

Para isso, ele utiliza experimentos para validar ideias que sejam escaláveis, repetíveis e sustentáveis para o negócio. Se não cumpre esses requisitos, então não é growth hacking.

Agora, comece a adotar essa mentalidade de crescimento na sua empresa. Para ajudar você, temos um e-book gratuito sobre growth hacking para Inbound Marketing. Baixe agora e aprenda mais sobre esse assunto!



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